Sunday, January 26, 2020

The broosh and the castle door

Valéria às vezes não sabe o equivalente inglês de algum vocábulo em português. O q ela faz é então uma adaptação de sons, faz a palavra soar inglesa e vê no que dá. 
Foi assim q um dia eu cheguei em casa e Dean me explicou q ela era a princesa e ele era Castle Door e tinha que  persegui-la. Nunca ouvi falar de portas ambulantes q perseguem princesas, então resolvi prestar atenção na história. Ela disse ao pai mais uma vez que ele era o Castle Door que perseguia Branca de Neve. Quem “persegue” Branca de Neve quando ela foge para a floresta é o Caçador. 

Ela tb várias vezes fala ao pai da broosh que faz mal à princesa. 
Eu por acaso escutei a história e perguntei:
-Você tá falando da bruxa?
-Sim. - ela respondeu. 
-The witch. - eu corrigi. 
-The witch, Daddy. The evil witch.

Faz sentido, pq tantas vezes às palavras em ambos os idiomas são praticamente idênticos, modificando-se quase unicamente a pronúncia e a tonicidade. 

Cognatos tipo hospital. Anglicismos tipo hoti-dogui, Homititer. Ou nomes próprios tipo Cinderela ou Tylenol.

Já Alexandra tende a explicar o vocábulo para obter a tradução apropriada se ela crer que a tradução ao pé da letra não vai funcionar. Uma vez obtida a palavra desejada, ela a insere na frase. Às vezes, faz uma tradução ao pé da letra. Se não der certo, e ela perceber q ninguém entendeu, ela procede à explicação do significado para obter a palavra correta. 

Agora uma das coisas mais divertidas são as idiossincrasias da gramática delas. Ninguém ensinou assim, mas às duas, tanto em inglês qto em português, tem essa forma diferente de construir certas frases negativas. Não me recordo agora como se chama essa forma verbal, mas se trata das frases que se iniciam com a palavra para (ou for, em inglês), referindo-se ao resultado desejado de uma ação. 
Exemplo:
Vou me esconder atrás do sofá para (E AÍ VEM A ESTRUTURA IDIOSSINCRÁTICA) não Alexandra me achar.
Vou comer para não eu ficar doente. E por aí vai.
Fazem o mesmo ao falar inglês, a estrutura é igualmente estranha ao inglês. 
Eu não corrijo. Às vezes repito a frase da forma correta, mas não imponho a necessidade de que elas repitam.

Por fim, outra idiossincrasia, é forma como elas respondem ao “hein!”
Estou me referindo àquelas palavras-perguntas q colocamos no fim de frases, tipo “certo?”, “okay?”

Então:
-certo?
-Certo.
-Okay?
-Okay.
-Hein?
-Hein.



Plantar chocolate

Alexandra estava comendo um chocolate Hershey Kiss de amêndoa. Ela tirou a amêndoa e colocou na mesa. “Vou deixar isso aqui pra plantar chocolate.

Minha suairmã - farapuso e carajé

Alexandra gosta de comer macarrão de farapuso. 
Ela tb diz q o carajé morde. 
Valéria Chama Alexandra de minha suairmã.